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Central America

Mulheres da Terra: Coordenadoras de Lutas ou Companheiras de Panelas?

Citation:

Delboni, Cláudia. 2013. "Mulheres da Terra: Coordenadoras de Lutas ou Companheiras de Panelas?" Paper presented at Seminário Internacional Fazendo Gênero 10 (Anais Eletrônicos), Florianópolis, September 16-20.

Author: Cláudia Delboni

Abstract:

Pensar a produção teórica sobre a participação das mulheres na luta pela terra é objetivo deste trabalho, considerando que há uma tendência historiográfica que diferencia seu desempenho conforme as fases de acampamento e assentamento. De maneira que os estudos sobre os acampamentos apontam mudanças na divisão sexual do trabalho. Sua visão é de que, nesse período da ocupação, as mulheres saem da esfera privada e reprodutiva e ingressam no espaço público. Já a leitura dos textos sobre a atuação das mulheres nos assentamentos rurais indica, ao contrário, um recuo da participação feminina na esfera pública, cuja atuação se volta para o âmbito do trabalho doméstico. De certa maneira, as mulheres deixavam de ocupar um "lugar político" dentro do assentamento.

Keywords: mulheres, acampamento, assentamento, movimento social, women, camp, settlement, social movement

Topics: Civil Society, Feminisms, Gender, Women, Men, Gender Roles, Gender Analysis, Gendered Power Relations, Patriarchy, Gender Hierarchies, Gender Equality/Inequality, Political Participation, Rights, Land Rights, Property Rights, Women's Rights Regions: Americas, Central America, South America Countries: Brazil

Year: 2013

Mulher do Campo: Educação e Relações de Gênero

Citation:

Da Silva, Edvânia Aparecida. 2009. "Mulher do Campo: Educação e Relações de Gênero." Paper presented at 17º Congresso de Leitura do Brasil, UNESP Presidente Prudente, July 20-24. 

Author: Edvânia Aparecida da Silva

Abstract:

As diferentes perspectivas de pesquisas no meio rural podem revelar os avanços socioeconômicos, as formas de organização dos assentamentos e os acordos estabelecidos no interior dos lotes, sendo estes talvez, os de maior impacto nas vidas existentes no meio rural (MEDEREIROS, 2008). Tanto na esfera do domicílio, o cuidado da casa, dos filhos, da horta e a “ajuda” prestada ao marido, as pesquisas revelam o desprestígio do trabalho feminino. A falta de acesso aos espaços de decisão e o domínio patriarcal principalmente sobre as mulheres são apontados como motivos para a saída das jovens do meio rural e migração para as cidades em busca de escolaridade e emprego (CASTRO, 2008). A educação pode nortear os rumos de uma sociedade, neste caso das relações estabelecidas no meio rural, onde muitas mudanças vêm ocorrendo no modelo de família tradicional. O espaço escolar poderá se configurar como um espaço de reprodução da dominação do homem sobre a mulher ou transmitir outros valores que influenciarão na mudança da tradicional relação entre estes sujeitos. A escola acaba inculcando valores, como por exemplo, o incentivo ao consumo que repercute no acesso as novidades que facilitam o trabalho doméstico e transformam padrões de vida no campo (MEDEIROS, 2008). O que se pretende questionar é o peso da educação na emancipação das mulheres do campo. Até que ponto o acesso à educação torna as mulheres mais críticas sobre sua condição de sujeito que tem direitos negados, como direito a terra, a saúde, a aposentadoria, a salário–maternidade, a educação. Ou se esta consciência de sujeito subordinado acontece no cotidiano e a educação somente contribui para a manutenção da dominação.

Keywords: assentamento rurais, educação popular, gênero

Topics: Civil Society, Education, Feminisms, Gender, Women, Men, Gender Roles, Gendered Power Relations, Patriarchy, Gender Hierarchies, Gender Equality/Inequality, Political Participation, Rights, Land Rights, Property Rights, Women's Rights Regions: Americas, Central America, South America Countries: Brazil

Year: 2009

Jeito de mulher rural: a busca de direitos sociais e da igualdade de gênero no Rio Grande do Sul

Citation:

Van Der Schaaf, Alie. 2003. "Jeito de mulher rural: a busca de direitos sociais e da igualdade de gênero no Rio Grande do Sul." Sociologias, 5 (10): 412-42.

Author: Alie Van Der Schaaf

Abstract:

Este trabalho trata de processos emancipatórios de mulheres, em especial de pequenas agricultoras no sul do Brasil, no Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Rio Grande do Sul – MMTR-RS. A vida diária das agricultoras nos providencia elementos cruciais para entender a sua ação social, sendo o âmbito em que se produzem os significados culturais. Além disso, o enfoque na vida diária revela o impacto dos contextos históricos, econômicos, religiosos e políticos específicos em que a ação social acontece e nos ajuda a entender como as participantes chegam a problematizar demandas coletivas e a desafiar a arena política.

Keywords: movimentos sociais, gênero, cidadania, agricultura, Brasil

Topics: Civil Society, Democracy / Democratization, Gender, Women, Men, Masculinity/ies, Gender Roles, Femininity/ies, Gendered Power Relations, Gender Hierarchies, Gender Equality/Inequality, Governance, Political Participation, Religion, Rights, Land Rights, Property Rights, Women's Rights Regions: Americas, Central America, South America Countries: Brazil

Year: 2003

Diferenças regionais na reforma agrária brasileira: gênero, direitos à terra e movimentos sociais rurais.

Citation:

Deere, Carmen Diana. 2002. "Diferenças regionais na reforma agrária brasileira: gênero, direitos à terra e movimentos sociais rurais," Estudos Sociedade e Agricultura, 18: 112-146.

Author: Carmen Diana Deere

Abstract:

PORTUGUESE ABSTRACT:

Mesmo que as mulheres tenham conquistado a igualdade formal nos direitos à terra na Constituição Federal de 1988, sua parcela de participação no programa de reforma agrária, se comparada a de outros países da América Latina, continua sendo muito baixa. Além disso, o índice de beneficiárias varia consideravelmente por região e estado. O argumento deste artigo sugere que o índice de mulheres beneficiárias pela reforma agrária esteja vinculado tanto à discriminação particularmente das mulheres chefes de família pelo Incra, como pelo fato de o efetivo direito das mulheres à terra não ser prioridade dos movimentos sociais até fins dos anos 90. No entanto, o papel destes na reforma agrária também variou consideravelmente por região e estado, explicando muito a variação regional daquele índice.
 
ENGLISH ABSTRACT:
Even though women achieved formal equality in land rights in the 1988 Federal Constitution, they represent a much lower share of agrarian reform beneficiaries in Brazil than in other Latin American countries. Moreover, the share of female beneficiaries varies considerably by region and state. In this article, the low share of female reform beneficiaries is attributed both to discrimination, particularly of female household heads, by the agrarian reform institute, as well as to the fact that attaining effective land rights for women was not a priority of any of the rural social movements until the late 1990s. However, the role of the social movements in the agrarian reform also varied considerably by region and state which accounts for much of the regional variation in women’s participation rates.

Keywords: reforma agraria, gênero, movimentos sociais, agrarian reform, gender, social movements

Topics: Civil Society, Feminisms, Gender, Women, Men, Gender Roles, Gender Analysis, Gendered Power Relations, Patriarchy, Gender Hierarchies, Gender Equality/Inequality, Governance, Political Participation, Rights, Land Rights, Property Rights, Women's Rights Regions: Americas, Central America, South America Countries: Brazil

Year: 2002

A Luta pela Terra sob Enfoque de Gênero. Os lugares da diferença no Pontal do Paranapanema.

Citation:

Franco García, María. 2004. "A Luta Pela Terra Sob Enfoque de Gênero. Os lugares da diferença no Pontal do Paranapanema." PhD diss., Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho-UNESP.

Author: María Franco García

Abstract:

PORTUGUESE ABSTRACT:
Esta pesquisa tem como problema a diferença existente na produção e reprodução de relações sociais de gênero nos lugares da Luta pela Terra, ou seja,os assentamentos e acampamentos rurais. Esta falta de sintonia espacial e de gênero tem repercussões políticas diretas. Se de um lado verificamos nos assentamentos com origem na luta do MST, a redução da esfera de participação da mulher trabalhadora na vida social e gestão territorial do seu entorno imediato, também observamos nos acampamentos uma tomada de consciência da contradição social em termos de classe e de gênero, através da mobilização social e organizativa. A observação desses lugares nos leva a constatar a estrutura generificada do espaço como produto da organização social. E, nos encaminha a refletir a relação dialética da produção do espaço e construção das relações de gênero na dinâmica territorialização - desterritorialização - reterritorialização da Luta pela Terra. Ainda, analisar esta relação não se restringe apenas aos lugares da luta, os acampamentos e assentamentos rurais, enquanto realidades isoladas ou monolíticas, mas atingir a espacialidade escalar e abordar a dinâmica que os anima. As redefinições do mundo do trabalho, e do ser que trabalha, na escala global junto com as transformações recentes da agropecuária brasileira são os recortes para apreendermos o desenho societal dos trabalhadores e trabalhadoras sem-terra. Todavia, a análise do espaço se dirige para geograficidade das práticas e relações de poder que se estabelecem entre diferentes sujeitos sociais, homens e mulheres, em acampamentos e assentamentos rurais, entendendo estes lugares como escalas geográficas onde os trabalhadores e trabalhadoras Sem-Terra, anteriormente fragmentados, se unem numa comunidade definida politicamente.
 
SPANISH ABSTRACT:
El problema central de nuestra investigación reside en la diferencia existente en la producción y reproducción de las relaciones sociales de género en los lugares de la Lucha por la Tierra, es decir, los campamentos y asentamientos rurales. La falta de armonía espacial y de género tiene repercusiones políticas directas. Si por un lado verificamos en los asentamientos cuyo origen es la lucha del MST, la reducción de la esfera de participación de las mujeres trabajadoras en la vida social y en la gestión territorial de su entorno inmediato, también observamos en los acampamentos la toma de conciencia de la contradicción social en términos de clase y género, por medio de la movilización social y organizativa. El examen de estos lugares nos lleva a constatar la estructura generificada del espacio como producto de la organización social. Asimismo, nos orienta hacia la reflexión de la relación dialéctica de la producción del espacio y la construcción de las relaciones de género en la dinámica territorializacióndesterritorialización-reterritorialización de la Lucha por la Tierra. Pero, analizar esta relación no se limita apenas a los lugres de la lucha, los campamentos y asentamientos rurales, como realidades aisladas o monolíticas, sino alcanzar la espacialidad escalar y abordar la dinámica que los anima.
Las redefiniciones del mundo del trabajo y del ser que trabaja a escala global y las transformaciones recientes de la agropecuaria brasileña son los recortes que usamos para comprender el diseño societal de los trabajadores y trabajadoras sintierra. Además, el análisis espacial se dirige hacia la geograficidad de las prácticas y relaciones de poder que se establecen entre diferentes sujetos sociales, mujeres y hombres, en los lugares construidos a lo largo del proceso de la Lucha por la Tierra. Siendo estos lugares escalas geográficas donde estos trabajadores y trabajadoras sin tierra, anteriormente fragmentados, se unen en una comunidad definida políticamente.
 
ENGLISH ABSTRACT:
Our research interest resides in the existent difference in the production and reproduction of the social relationships of gender in the places of the Land Struggle, that is, the encampments and rural settlements. The lack of space harmony and of gender has direct political repercussions. If on one hand we verify in the settlements whose origin is the struggle of the MST, the reduction of the sphere of the hard-working women's participation in the social life and in the territorial administration of its immediate environment, we also observe in the encampments the taking of conscience of the social contradiction in class terms and gender, by means of the social and organizational mobilization.
The exam of these places takes us to verify the generificated structure of the space as product of the social organization. Also, it guides us toward the reflection of the dialectical relationship of the production of the space and the construction of the gender relationships in the dynamic territorialization–desterritorialization–reterritorialization of the Land struggle. But, to analyze this relationship is not hardly limited to the places of the struggle, the encampments and rural settlements, as isolated or monolithic realities, but reaching the scalar spatiality and to approach the dynamics that encourages them. The redefinitions of the labour world and the being who works to global scale and the recent transformations of the Brazilian agriculture and cattle are the cuttings that we use to understand the class configuration of landless workers. Also, the space analysis goes toward the geographiality of the practices and relationships of power that settle down among different social subject, female and male, in the built places along the process of the Land Struggle. These kind of places are geographical scales where these landless workers, previously broken into fragments, they unite politically in a defined community.

Keywords: relações de gênero, classe trabalhadora, escala geográfica, lugar, assentamento, acampamento, luta pela terra, gender relationships, hard-working class, geographical scale, place, encampments, settlements, the land struggle

Topics: Civil Society, Gender, Women, Men, Masculinity/ies, Gender Roles, Gender Analysis, Gendered Discourses, Gendered Power Relations, Patriarchy, Gender Hierarchies, Gender Equality/Inequality, Rights, Land Rights, Property Rights, Women's Rights Regions: Americas, Central America, South America Countries: Brazil

Year: 2004

Politics at Work: Transnational Advocacy Networks and the Global Garment Industry

Citation:

Garwood, Shae. 2005. “Politics at Work: Transnational Advocacy Networks and the Global Garment Industry.” Gender and Development 13 (3): 21–33.

Author: Shae Garwood

Abstract:

In the past two decades, hundreds of thousands of women and girls, from El Salvador to Lesotho, have earned their livelihoods by sewing clothes for the global garment industry. With the phasing out of the Multifibre Arrangement (MFA) at the end of 2004, many of these women face the prospect of unemployment. The use of transnational advocacy networks in two campaigns, the MFA Forum and Play Fair At The Olympics, may provide some lessons for gender and development advocates concerned about the fate of the millions of women working on the global assembly line.

Topics: Development, Economies, Gender, Women, Girls, Globalization, Livelihoods Regions: Africa, Southern Africa, Americas, Central America Countries: El Salvador, Lesotho

Year: 2005

Gender, Cities, and the Millennium Development Goals in the Global South

Citation:

Chant, Sylvia. 2007. “Gender, Cities, and the Millennium Development Goals in the Global South.” New Working Paper Series 21, London School of Economics, London.

Author: Sylvia Chant

Abstract:

Despite a dedicated Millennium Development Goal for ‘promoting gender equality and empowering women’, and popular rhetoric around the fulfilment of MDG 3 as a prerequisite for achieving all other seven goals, there has been widespread criticism on the part of feminists of their limited scope to address gender inequalities in the Global South. Suggestions have been made by the UN Millennium Project Task Force on Education and Gender Equality to improve the gender-responsiveness of the MDGs. Drawing on recent research on the ‘feminisation of poverty’ in Africa, Asia and Latin America and on the wider literature on gender in cities, this paper reflects on the potential of selected MDGs and their proposed revisions for reducing inequalities among poor urban women and men in the 21st century.

Topics: Class, Development, Economies, Economic Inequality, Poverty, Gender, Women, Gendered Power Relations, Gender Equality/Inequality, Households, NGOs, Political Economies Regions: Africa, Americas, Central America, South America, Asia

Year: 2007

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